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segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Princesa e o Menestrel


A Princesa e o Menestrel

Bem longe daqui, existe um Reino Encantado e nesse reino uma Princesa que era amiga de todos os animais e habitantes da floresta. Todos os dias, ela sentava-se à beira do lago, cantava com os passarinhos até o por do sol. Um dia, o filho do Bruxo estava caçando e ouviu a cantoria e as risadas. Se aproximou em silencio e encontrou a Princesa e seus amigos gnomos e os animais da florestas. Ele se apaixonou por ela e para conquistar o amor da Princesa, resolveu fazer um banquete. Matou muitos coelhos e pássaros, colheu muitas flores, enfeitou o castelo e mandou  seu escravo levar o convite. Seria um banquete com musica e festa. Quando ela chegou ao castelo do Bruxo, viu sobre a mesa, os coelhos e os pássaros - estavam mortos! E as flores que nascem nas margens do lago, estavam em jarros enfeitando a mesa. A Princesa ficou triste e foi embora correndo. Cansada, sentou-se à beira do caminho -, e ao longe ouviu um Menestrel, vinha montado em seu cavalo tocando alaúde cantando uma bela canção. Quando chegou perto, o menestrel  viu a menina, desceu do cavalo e foi conversar com ela. Quando os dois se olharam, algo aconteceu - se apaixonaram! E tudo era alegria no Reino Encantado. A Princesa estava feliz e cada dia mais apaixonada pelo Menestrel. Então o filho do Bruxo, ficou irado, pediu ao pai que fizesse um feitiço que não a deixasse ver o Menestrel e assim ela deixaria de amar. O Bruxo, atendeu o desejo do filho e lançou o feitiço para que que a menina não pudesse mais sair do castelo. Todas vezes que ela tentava sair, nas portas e janelas surgiam grades de ferro. Nada e nem ninguém no Reino Encantado de Todas as Cosas conseguia quebrar a maldição e a Princesa ficou presa por muitos e muitos anos e sem poder sair, ela ouvia o Menestrel tocando e cantando o seu amor por ela. Um dia, um passarinho pousou na janela, trazendo no bico uma semente, colocou na mão da Princesa e voou. A  semente foi plantada num pequeno vaso e no dia seguinte, uma pequena árvore , tinha surgido no vaso. A menina chamou os sábios do reino para saber que árvore era aquela e depois de muitos estudos, revelaram o mistério: É o Fruto da Imaginação! -, disseram os sábios, ele pode te levar aonde o seu coração quiser, basta desejar. E a Princesa não pensou duas vezes, pegou o fruto e comeu. Imediatamente estava fora do castelo e pode correr para os braços do seu amor...E viveram felizes para sempre!


ps: Se o final não for... "E foram felizes para sempre" a história não tem graça, não é?! rsrsrsrs




quarta-feira, 4 de maio de 2016

A MENINA BORBOLETA



Era uma vez... 
É assim que começam todas as historias!


A Menina Borboleta


Num reino distante, vivia uma Menina Borboleta. Ela passava o dia com seus amigos, Gnomos, as Fadas e os animais da Floresta Encantada. O pai da Menina Borboleta era o Acendedor de Estrelas e a mãe, era a  Fadas das Flores. Todas as manhãs a Menina Borboleta olhava pela janela do seu quarto a sua mãe acordar o jardim encantado, despejando uma gota do perfume mágico em cada flor adormecida. E quando a noite chegava silenciosa, ela ajudava o Acendedor de Estrelas trazendo o Fogo Mágico que acendia todas as estrelas do céu e tudo era Luz no Reino Encantado. Todos viviam felizes porque o Relógio do Tempo, não tinha ponteiros e ficava sentado no alto da Torre de Um Olho Só. E por não ter ponteiros, ele nunca sabia das horas e nem se ontem era hoje ou se hoje já é amanhã. Mas um dia, quando a Menina acordou, não sentiu o perfume e nem viu as flores -, todas ainda dormiam fechadas em suas pétalas. Então ela procurou a sua mãe, a Fada das Flores mas não a encontrou. E o dia foi triste e sem flores. Quando a noite veio se arrastando silenciosamente, a menina chamou pelo seu pai, o Acendedor de Estrelas, mas ele também não estava e a noite foi escura e triste sem a luz das estrelas. A menina ficou sozinha -, e na manhã seguinte ela procurou os seus pais, e não os encontrou. Eles foram  levados pelo Mago das Trevas que desejava  a Pedra Talismã, que guarda em seu interior, o Fogo Mágico que acende as estrelas. Porém, o Mago das Trevas não sabia que somente a Menina Borboleta pode tirar o Fogo Mágico de dentro da Pedra Talismã e entregá-lo ao Acendedor de Estrelas. Quando o Mago das Trevas tocou a Pedra Talismã, ela ficou muito quente queimando as suas mãos , e ele ficou com muito ódio e  levou  a Fadas das Flores e o Acendedor de Estrelas e os prendeu para sempre numa masmorra no Castelo da Noite Eterna. A Menina Borboleta voou pelo Reino Encantado procurando os seus pais e ficando cansada, sentou-se à beira de um lago colocando os pés na água fresca e foi nessa hora que ela viu o reflexo do Sol beijando seus pés e se apaixonou perdidamente. E todas as tardes, depois de muito voar procurando pelos pais, a Menina voava até o lago para ver o seu amor - o Sol! E foi assim, durante muitos e muitos anos e a Menina Borboleta era triste durante a noite e feliz durante o dia, porque o Sol era o seu amor. Mas o Mago das Trevas, queria que a menina  revelasse o segredo da Pedra Talismã, então, ele tremeu a Terra até que o fundo do lago se partiu e toda água desapareceu. Quando a Menina, chegou ao lago, não encontrou mais o seu amor e ela ficou triste e chorou. Cada lágrima que caia no fundo do lago seco, refletia por um instante, o Sol e a Menina ficava alegre e parava de chorar e o reflexo do Sol desaparecia. A Menina Borboleta não entedia o que estava acontecendo e foi ficando triste e cada dia mais triste e  não mais sorria ou brincava com seus amigos gnomos, nem as fadas ou mesmo com os animais da Floresta Encantada. Um dia, ela voou e voou  e voou cada vez mais alto, até chegar na Lua. Sentou-se e chorou de tristeza e cada lágrima que caia, acendia uma estrela, mas não acendia o Sol. Mas a Rainha da Fadas vendo a tristeza da Menina Borboleta resolveu ajudar e ordenou que as fadinhas levassem o Príncipe Olhos de Sol até a lua para conversar com a Menina Borboleta. Quando o príncipe chegou, vestindo sua capa bordada de ouro e pedras ela não se impressionou, mas quando ele sorriu e os seus olhos brilharam então ela soube que era o seu amor que voltou em forma de gente. O Mago das Trevas ficou sem poderes e os pais da  menina voltaram para casa. Tudo ficou muito mais feliz na Floresta Encantada onde finalmente o Amor foi morar.




Imagem/Arte: Luciah Lopez





domingo, 24 de abril de 2016

O RABO DO BOI



O Rabo do Boi

Bernardinho vivia numa grande fazenda. Todas as manhãs, a mãe de Bernardinho o levava pra passear perto do rio onde a grama era verdinha e suculenta.  _ Acorda filhote, já está na hora de pastar a grama verdinha lá perto do rio. E o bezerro acordava e num pulo já estava em pé. _ Oba! Vambora, mamãe, hoje eu acordei com uma fome de leão! Vou comer tudo pra crescer e ficar fortão. Os dois riam muito e seguiam pelo pasto em direção ao rio. Bernardinho ia chamando os amigos: o pato, o ganso, o marreco, o cabrito e todos juntos na maior algazarra cantavam : Eu vou! Eu vou! Pro rio agora eu vou! Eu vou! Eu vou! E de brincadeira em brincadeira Bernardinho foi crescendo e ficando fortão como queria. Era orgulho da mamãe e do papai. 
Numa manhã de muito calor, Bernardinho foi levado por dois homens para fazer parte da Farra do Boi. Ele foi maltratado, ferido, humilhado e teve o rabo cortado num golpe de facão. Depois de tudo acabado, Bernardinho foi levado de volta pra fazenda,  e quando todos viram o rabo cortado, riam muito, chamando de  "cotoco". E sem a "vassourinha" da ponta do rabo, ele não podia espantar as muriçocas que o picavam sem dó. Bernardinho foi ficando cada dia mais triste e solitário, vivia escondido, com vergonha dos amigos. Um dia, na beira do rio, a garça sentiu muita pena de Bernardinho e olhando o "cotoco" de rabo, teve uma ideia! _ Ei, Bernardinho, vou dar um jeito no seu rabo!Me encontre aqui amanha e levantou voo sumindo no céu. No outro dia Bernardinho foi até o rio e a garça pousou, trazendo no bico, um espanador! _ Pronto, meu amigo, vamos resolver o seu problema!-, e chamaram Juju, a aranha tricoteira pra amarrar o espanador no cotoco do rabo de Bernardinho.
Juju, fez um laço e dois nós, amarrou direitinho pra não cair. E Bernardinho ficou feliz, abanado o rabo pra lá e pra cá espantando as moscas e todos viveram felizes na fazenda.




sexta-feira, 22 de abril de 2016

O SAPATO DA BARATA


O Sapato da Barata

Tudo é motivo de festa na casa de Liloka, a barata mais vaidosa que mora no Beco da Assombração. Quando ela encontra um biscoito e um restinho de suco num copo ou canudo, todo mundo já sabe que o som vai rolar -, ela adora um pretexto pra mostrar os sapatos que acabou de comprar. Depois daquela história que barata tem o pé peludo, Liloka ficou viciada em sapatos -, compra todos que vê. Todos os dias ela passa na loja do Zé Centopeia, o sapateiro do beco e encomenda sapatos novos de salto bem alto - já comprou mais de mil - tem verde, amarelo, roxo, vermelho, azul, xadrez e cor de anil. Tem sapato de seda, de couro, de lã, filó e asas de besouro -, tudo feito sob medida pra não apertar seus pézinhos na hora de dançar o Cancan. Liloka é vedete, tem cinturinha de pilão, capricha na tatuagem de meia arrastão, batom e cílios postiços - make fashion! O cabelo é cor da moda e com um corte chanel. Quando anoitece, a barata se apronta e pra festa ela vai rebolando - passa dengosa e deixa o Besouro Verde de olhos vidrados, o Baratão do Mato de queixo caído e o Tatu Bola, logo assovia um tremendo fiu fiiiiuu. Todos apaixonados  e ela nem ai -, só quer saber de dançar e mostrar os sapatos, ela pensa que está no Bal Mabille ou no Moulin Rouge em Paris, mas o que importa é dançar, então paguem pra ver! Ô barata danada, essa tal de Liloka, é a sensação lá no Beco da Assombração!





terça-feira, 29 de março de 2016

O CASAMENTO DA ONÇA PINTADA





O Casamento da Onça Pintada

Maluzinha é uma menina muito espoleta e curiosa. Gosta muito de andar pelas trilhas de uma floresta perto da sua casa e sempre leva nos bolsos um punhado de milho e um pedaço de pão, para dar de comer aos passarinhos e pequenos animais que encontra pelo caminho. Numa tarde de verão, ela resolveu conhecer outras caminhos e entrou pela floresta olhando tudo ao redor. Logo,  encontrou dona Preá e seu marido, também o Professor Corujão e Mamãe Ouriço com seus dois filhotes - Tico e Lica, que iam apressados pela trilha. Mamãe Ouriço, chamando os pequenos: _Vamos crianças, não saiam da trilha!, e os dois ouricinhos correram assustados quando viram a garota - pensaram ser um gigante! 
_ Aaai! Mamãe, tem um monstro perseguindo a gente!  Maluzinha, levou um susto e pensou: " Eita! Eu não acredito, eles falam! e sorrindo falou: _ Esperem! Eu não sou um monstro, eu sou uma menina. Esperem, eu quero brincar com vocês.
A Mamãe Ouriço, parou e, levantando os olhos deu uma boa olhada na menina, chamando dona Preá, pediu a ela, que fizesse uma analise da visitante. A menina era tão grande e tão magra que parecia um bambu, não fosse o vestido rodado e o laço de fita nos cabelos. Dona Preá, chegou bem perto e deu uma boa cheirada, andou em volta da menina, rodou e voltou e cheirou novamente e com ar confiante, falou: _ Sem problemas, ela não tem cheiro de inhaca! Ela é do bem, podemos confiar!, - Maluzinha, ainda sem acreditar no que estava ouvindo, perguntou: _ Como é que vocês estão falando, se bicho não fala?!"
O Professor Corujão prontamente respondeu: Quem foi que te disse que os bichos não falam?! Aqui na floresta todos os bichos falam. E um ser humano, pra poder conversar com os com os animais, tem que ter o coração puro e como a dona Preá farejou você  e não sentiu cheiro de inhaca, que é o cheiro de gente ruim, isso quer dizer que o seu coração é cheio de amor e enquanto for assim, você poderá   falar e entender a língua dos bichos.
_Ah, tá! Então eu vou falar e ouvir pra sempre porque eu amo os animais e sei o quanto são importantes e não devemos fazer mal a eles nem destruir a floresta onde moram.  E falando isso, saiu em disparada pra perto de  Tico e Lica que ficaram alegres em ter uma nova amiga e a  convidaram para ir à festa na floresta. Ela topou na hora e  caminharam mais um pouco até uma clareira  onde os animais da floresta estavam reunidos. Era a festa de casamento da Onça Pintada, vestida de noiva com véu e grinalda, na mão um buquê de lírio do brejo, o noivo é o Topeira, vestido de fraque e usando cartola e uma pérola na gola. De padrinhos; a Tartaruga e o Cágado, o Sapo Boi e a Rã. E o padre, pasmem - era o Camaleão, vestido de batina e abençoava os noivos com a mão.
A música era por conta das  Libélulas e os Sapos Cantores e todos dançavam - o Quati com a Perereca, o Gambá com a Raposa, o Jabuti sentado num tronco e de olhos fechados, parecia dormir. O Coelho estava apaixonado pela Lebre e jogava beijos o tempo todo. A Joaninha e o Grilo conversavam animados, o Pirilampo piscava a cada risada,  e a cobra Coral usava cílios postiços e batom. O Jacaré estava de bengala, coitado, quebrou o pé! A Barata com seu sapato de veludo, dava dicas de beleza e a Cigarra com seu vestido de festa, conversava com a Mariposa, enquanto o Pardal cuidava dos filhotes que ainda não sabiam voar.
Dona Jaguatirica trouxe o bolo da noiva - feito de milho bem amarelinho e cheiroso. Dona Garça não deixou por menos, trouxe os 'noivinhos pra por sobre o bolo! E o Urutau fez biscoitos de dar água na boca. A mesa forrada com toalha de chita, era farta, tinha bombocado, quindim, maria-mole, jujubas, brigadeiros, manjar e tapioca. Muito suco, frutas e cenouras pra alegria dos pequenos coelhos. Maluzinha se desculpou, pois não trouxe um presente, tinha em seu bolso, um punhado de milho e um pedaço de pão. O professor Corujão, se alegrou - ele adora milho e pão! Os animais da floresta estavam na festa e eram amigos. Risos e brincadeiras, muita dança e comilança, mas antes do anoitecer, Professor Corujão assobiou e chamando atenção: _ Pessoal, está na hora de voltar para casa. Todos se despediram e estavam felizes com a nova amiguinha e que ganhou muitas flores e levou pra sua mãe, mas guardou o segredo da grande Festa na Floresta e também nada falou sobre seus novos amigos nem sobre o casamento: _ Melhor não contar, ninguém vai acreditar! E a menina dormiu feliz e sonhou com amigos e novas aventuras na floresta. Bem, mas isto é uma outra história.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A MORCEGA


A Morcega

Teca é uma morceguinha que vivia muito triste, porque ela não tinha namorado e nem um amigo  se quer. Todos sentiam medo da morcega e achavam que era uma   vampira e quando Teca se aproximava, a turma toda fugia , era só correria: _Foge, que lá vem a vampira!
E a morceguinha muito triste ficava. Mas as coisas mudaram do dia pra noite quando a morcega descansava na mata. Ela ouviu um barulho e foi ver o que era:-Uau! Um amigo! -, é isso que era!Um lobisomem que andava sozinho pois ninguém queria a sua companhia. Ele era vesgo, peludo e atrapalhado. Ah, coitado!Teca não pensou duas vezes e foi logo chegando: _Oi, peludo! Quer ser meu amigo ou o meu namorado?!
E o lobisomem uivou pra lua: Auuuuuuuuuuuuu.... Ser seu amigo será muito bom, mas ser o seu namorado será mais que bom, será ótimo! E o peludo foi logo falando: -Eu sou Zonzo, o lobisomem agora somos amigos e eternos namorados! Depois disso, todas as noites de lua cheia, lá na floresta da lagoa todos podem ouvir o uivo do lobisomem e muitos juram que conseguem ver a morcega voando e sempre muito feliz, fazendo coraçõezinhos sob a luz do luar. Isso é verdade, sim senhor, eu mesma vi...


Para o 'menino' Nitolino